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Capa de A Flor do Mandacaru

A Flor do Mandacaru

Cacto Humano · HQ 2 de 5 · 50 páginas

O mandacaru-mãe vai florescer — uma vez a cada cinquenta anos, uma noite só. O pólen cura qualquer doença e vale uma fortuna. Mercenários, cientistas e ladrões temporais convergem. Raimundo precisa proteger a flor sem matá-la de susto. A noite mais longa do sertão.

Antagonista
Consórcio do Pólen

HQ completa: R$ 14,90

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Páginas 1–3 de 50 ·

A Flor do Mandacaru — página 1
De cinquenta em cinquenta anos, numa noite só, o mandacaru-mãe floresce.
O pólen dourado cura qualquer doença. E vale uma fortuna.
Em Fortaleza Vertical, o Consórcio do Pólen se reúne: mercenários, cientistas, um ladrão temporal.
Comboios partem pro sertão. Sinto os motores pelo solo. Meus espinhos eriçam.
Essa noite, ninguém colhe nada. Nem eu.
A Flor do Mandacaru — página 2
Voltem de manhã. De noite, a flor é minha.
Segunda leva: cientistas com drones silenciosos. Sopro pólen comum nos sensores — cegueira branca.
O ladrão temporal congela o tempo por segundos. Quase alcança a flor...
mas eu penso em tempo de árvore: devagar, inevitável. Pego ele pelo tornozelo.
A flor abre — colossal, branca, luminosa. Todos param. Até os mercenários abaixam as armas.
Valeu a espera, mãe.
A Flor do Mandacaru — página 3
O pólen ou a árvore.
Escolhe direito. A árvore escolhe de volta.
Ele atira. A bala atravessa uma pétala. O mandacaru-mãe estremece. O sertão inteiro prende a respiração.
BANG
Ela floresceu apesar de tu. Aprende.
Amanhece. A flor murcha — ciclo cumprido. Colho UMA pétala caída e entrego à menina doente da vila.
A menina curada sorri. E onde caiu uma gota de pólen, brota um mandacaruzinho novo.
A noite mais longa do sertão termina. A história mais comprida, não.