
Sangue na Arena
Galo Preto · HQ 1 de 5 · 50 páginas
Chico volta ao subsolo de Fortaleza Vertical onde foi morto. O Rei da Rinha agora aposta mechas em lutas até a morte — e usa crianças como isca. Galo Preto entra na arena como competidor anônimo. A cada vitória, uma esporada; a cada esporada, um nome da lista. Na última luta, ele encara o campeão: um galo-meca com seu próprio rosto.
Antagonista
Rei da Rinha
HQ completa: R$ 14,90
Amostra grátis: as 3 primeiras páginas, para ler online ou baixar.
Amostra grátis
Páginas 1–3 de 50 ·

Dizem que lugar de morto é no cemitério. Mentira. Lugar de morto é onde mataram ele.
Pequenos.
Ingresso, tio? Hoje tem luta dos pequenos!
É hoje, tio. Os pequenos lutam primeiro. Pra esquentar a aposta.
Esquentar... com sangue de menino.
A arena do Rei da Rinha. O inferno tem endereço — e eu conheço de cor.
Galo de briga não corre. Ceifa.

Peso-galo? Vai virar patê, anônimo.
Anota.
Primeira luta. Uma esporada. Só. Silêncio na arena.
Tiro a lista dobrada da bota. Risco o primeiro nome com o polegar sujo de sangue.
A cada vitória, uma esporada. A cada esporada, um nome da lista.
Segunda. Terceira. Penas negras voando. A multidão agora grita um nome que não sabe.
Tragam o campeão.
A porta se abre. E o campeão tem o meu rosto.

O Rei não cria campeões. Ele clona medo.
Cada golpe que eu dou, ele devolve igual. Espelho de sangue e óleo.
Você morreu aqui uma vez, Chico. Morre de novo.
Morri. E aprendi.
Deixo ele acertar — pra prender a lâmina dele entre as minhas esporas. Contra-golpe: esporada dupla no núcleo.
O meca cai de joelhos, meu rosto derretendo. Risco o último nome da lista.
Mas no camarote vazio resta só o trono — e um bilhete: 'A próxima rinha é no teu nome, galo.'
O Rei fugiu. A caçada continua.
Sangue na Arena — amostra grátis
OS CEIFADORES · @ollidesignergráfico

Dizem que lugar de morto é no cemitério. Mentira. Lugar de morto é onde mataram ele.
Pequenos.
Ingresso, tio? Hoje tem luta dos pequenos!
É hoje, tio. Os pequenos lutam primeiro. Pra esquentar a aposta.
Esquentar... com sangue de menino.
A arena do Rei da Rinha. O inferno tem endereço — e eu conheço de cor.
Galo de briga não corre. Ceifa.

Peso-galo? Vai virar patê, anônimo.
Anota.
Primeira luta. Uma esporada. Só. Silêncio na arena.
Tiro a lista dobrada da bota. Risco o primeiro nome com o polegar sujo de sangue.
A cada vitória, uma esporada. A cada esporada, um nome da lista.
Segunda. Terceira. Penas negras voando. A multidão agora grita um nome que não sabe.
Tragam o campeão.
A porta se abre. E o campeão tem o meu rosto.

O Rei não cria campeões. Ele clona medo.
Cada golpe que eu dou, ele devolve igual. Espelho de sangue e óleo.
Você morreu aqui uma vez, Chico. Morre de novo.
Morri. E aprendi.
Deixo ele acertar — pra prender a lâmina dele entre as minhas esporas. Contra-golpe: esporada dupla no núcleo.
O meca cai de joelhos, meu rosto derretendo. Risco o último nome da lista.
Mas no camarote vazio resta só o trono — e um bilhete: 'A próxima rinha é no teu nome, galo.'
O Rei fugiu. A caçada continua.